quarta-feira, 20 de julho de 2011

Reviravoltas

Reviravoltas, é isso que a vida faz, revira, revira,  e depois volta, ou pode não voltar.
No emaranhado de percepções, nas tonalidades das muitas possibilidades que temos diante dos olhos,
nos introduzimos na pintura que mais se parece com nós, ou com aquela que nada parece,
e algumas vezes não sabe o por que.
E nessas adversidades, nessas diversidades, descobrimos muito do que não somos, e damos adeus
a algumas pessoas, e saímos do contexto que achávamos que mais gostávamos, talvez a gente tenta demais se convencer que gosta de determinadas coisas, ou talvez ainda não nos conhecemos bem.
Procura-se sempre o culpado das coisas acabarem, mas... Pensando bem, ainda bem que elas acabam,
e culpados não existem, existem situações e pessoas que precisam entrar e sair de cena, cena esta que é vivida concretamente na vida real.
Fala-se demasiadamente em amores não correspondidos, em sofrimento do coração, bem me quer.. mal me quer, e muitas outras lamentações e lágrimas, mas, se este amor  não correspondeu, ele simplesmente não deverá entrar na sua cena, e você pode, e deve aprender a viver o que é de seu direito, e o que te é oportuno, não se deve correr atrás de borboletas que desejam ir.
 E não é porque elas não percebem seu valor e sua essência, é simplesmente porque elas não podem mais ficar.
Explicações nunca serão convincentes, mas as coisas simplesmente acabam e alguém sempre ficará à espera delas voltarem.
Gosto de pensar que não existem explicações e não existem pessoas culpadas, tudo muda...e devem naturalmente mudar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O tic tac da razão

Ouvindo o tic tac do relógio diante de mim
Inicei meus pensamentos arraigados na razão
E com razão acho que não te sinto mais
Com razão nem te quero tanto assim
Sem razão te desejaria profundamente
Se é pra ter razão de ser, talvez nem sejas
Se é pra achar razão nas coisas, talvez nem existam essas tais coisas
Será se eu tenho razão, ou Tu tens razão, ou nada tem razão de ser?
Eis a razão de novo aqui
Enfim, com razão digo que simplesmente as coisas acabam.
Com razão e  tictaqueando  no tempo elas simplismente acabaram.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

*Parusia
O seu amor, o nosso amor me faz pensar.
É tão fácil lembrar, com a memória é muito simples.
Difícil é esquecer quando se tem amor.

E você tornou-se impossível de esquecer.
Há tempo que ficou pra trás todo silêncio e solidão.
Se o tempo foi, você ficou junto de mim a me aquecer.
Há tempo que o frio passou, ficou o calor da tua luz.
Se o tempo foi, você marcou presença onde não há valor.
Tal qual estou a esperar a sua volta.
São joelhos calejados que tocam o precioso chão.

Fazer o quê? eu não sei o que fazer!
Ainda assim só há alegria porque sei:
Sua volta é iminente.Ansioso espero por você!
Há tempo que ficou pra trás todo silêncio, e solidão;
Se o tempo foi você ficou junto de mim a me aquecer.
Há tempo que o frio passou, ficou o calor da sua luz;

Se o tempo foi você marcou presença onde não há valor.
A esperança viva está.
Minha mente só me traz você!

Eu sei porque não há solidão

*Parusia =Segunda volta de Cristo.
Rosa de Saron
Composição: Guilherme de Sá

quinta-feira, 23 de junho de 2011


Utopia

Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Ver papai cantar pra gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente
Correu o tempo
E eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Enquanto muitos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chamam isso de utopia
Eu a isso chamo paz.

composição:Pe.Zezinho

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cansaço-Fernando Pessoa



O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidde infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço…
Fernando Pessoa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Talking To The Moon

 Talking To The Moon

Do you ever hear me calling?
Cause every night
I'm talking to the moon
Still trying to get to you

Você já me ouviu chamando?
Porque toda noite
Eu estou falando com a lua
Ainda tentando chegar até você.